Paranavaí, PR
Meio Ambiente

Paranavaí alerta que árvores saudáveis não devem ser removidas por motivos estéticos

Secretaria de Meio Ambiente reforça que podas e cortes dependem de autorização do município e destaca a importância da arborização para a qualidade de vida da população.

Redação

14/07/2026, 16:55 · 2 min de leitura

Paranavaí alerta que árvores saudáveis não devem ser removidas por motivos estéticos
Prefeitura de Paranavaí.

A preservação da arborização urbana foi um dos principais temas discutidos durante a reunião do Grupo Gestor do Programa Municipal de Educação Ambiental para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) de Paranavaí. O encontro reforçou que árvores saudáveis não devem ser removidas apenas por questões estéticas e que qualquer intervenção depende de autorização do município.

Segundo a Semam, podas drásticas, cortes de raízes ou a retirada de árvores localizadas em frente aos imóveis só podem ser realizados após avaliação técnica e autorização da Prefeitura. Quando há necessidade de replantio, o município também orienta quais espécies devem ser utilizadas, garantindo que a arborização urbana permaneça adequada ao espaço público. Atualmente, as mudas recomendadas são brinco-de-índio, ipê-branco, saboneteira, dedaleiro, araçá e canelinha, todas com altura mínima de 1,5 metro.

A administração municipal alerta que o descumprimento das normas pode resultar em multas. Proprietários que deixam de realizar o replantio dentro do prazo estabelecido após notificação estão sujeitos à penalidade de R$ 1.418,08 por árvore, a cada mês. Já o plantio de espécies diferentes das indicadas na ficha técnica emitida pelo município pode gerar multa de R$ 7.878,23 por árvore, conforme prevê o Decreto Municipal nº 24.781/2023.

Durante a reunião, também foi destacado que muitas pessoas acreditam, de forma equivocada, que árvores com cerca de 30 anos já estariam no fim de sua vida útil. No entanto, a espécie predominante em Paranavaí, a sibipiruna, pode viver aproximadamente um século, continuando a oferecer benefícios como sombra, conforto térmico, melhoria da qualidade do ar e abrigo para diversas espécies da fauna.

Outro ponto abordado foi o corte irregular de raízes durante reformas de calçadas. De acordo com a Prefeitura, essa prática compromete a sustentação das árvores, aumenta o risco de queda em períodos de ventos fortes e configura infração ambiental. Um levantamento realizado após o vendaval registrado em dezembro de 2025 apontou que cerca de 95% das árvores de grande porte que caíram no Jardim São Jorge apresentavam raízes cortadas, evidenciando a relação entre intervenções inadequadas e acidentes.

Além da arborização, os participantes discutiram outros temas ligados à educação ambiental, como o descarte irregular de resíduos, a separação correta de materiais recicláveis, a logística reversa para pilhas, baterias, lâmpadas, pneus e eletroeletrônicos, além do manejo adequado de animais sinantrópicos, como os pombos. Também foi apresentada a proposta de implantação de pontos de coleta de pilhas e baterias nas escolas municipais, iniciativa que ainda está em fase de estudos.

A Prefeitura reforça que a preservação das árvores urbanas é fundamental para reduzir as temperaturas, melhorar a infiltração da água da chuva, contribuir para a biodiversidade e proporcionar mais qualidade de vida à população. O município destaca que o equilíbrio ambiental depende tanto das ações do poder público quanto da colaboração dos moradores no cuidado com a arborização.

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