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ColunaCONVERSA DE FONO

Meu filho ainda não fala. Devo me preocupar?

Entender quando esperar e quando investigar faz toda a diferença no desenvolvimento infantil. Nesta coluna, compartilho orientações baseadas na prática clínica para ajudar pais e cuidadores a reconhecer os sinais importantes da comunicação.

Raquel Goulart
Raquel Goulart

Fonoaudióloga — CRFa 12925

08/06/2026, 00:13 · 1 min de leitura

Meu filho ainda não fala. Devo me preocupar?
Imagem gerada por IA

Uma das dúvidas mais frequentes que escuto no consultório é: "Meu filho ainda não fala. Isso é normal?"

A resposta nem sempre é simples. Cada criança tem seu ritmo de desenvolvimento, mas existem marcos importantes que ajudam a acompanhar se a comunicação está evoluindo de forma esperada.

Antes mesmo de falar as primeiras palavras, o bebê já está se comunicando. O sorriso, o olhar, os gestos, os balbucios e a tentativa de chamar a atenção dos pais fazem parte desse processo.

Por isso, quando pensamos em linguagem, não devemos observar apenas quantas palavras a criança fala, mas também como ela interage com as pessoas ao seu redor.

Alguns sinais merecem atenção:

  • - O bebê não responde quando é chamado pelo nome.

  • - Não mantém contato visual.

  • - Não aponta para mostrar interesse em algo.

  • - Não tenta imitar sons, gestos ou expressões.

  • - Com 2 anos, fala poucas palavras ou não forma pequenas combinações.

É importante lembrar que esperar "cada um tem seu tempo" sem observar outros aspectos do desenvolvimento pode atrasar a busca por orientação profissional.

Quanto mais cedo uma dificuldade é identificada, maiores são as chances de promover um desenvolvimento saudável da comunicação.

Os pais podem estimular a linguagem no dia a dia conversando com a criança, brincando juntos, cantando músicas, lendo histórias e reduzindo o tempo de exposição às telas.

A fala não surge do nada. Ela é resultado de muitas experiências de interação, atenção compartilhada e troca afetiva.

Se você tem dúvidas sobre o desenvolvimento da comunicação do seu filho, procure orientação de um fonoaudiólogo. A avaliação adequada pode trazer tranquilidade para a família e ajudar a criança a alcançar todo o seu potencial.

Até a próxima edição do Conversa de Fono!

@fonoraquelgoulart - CRFa 12925

Artigo de opinião assinado. As opiniões expressas são de responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a posição da Folha de Paranavaí.

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